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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Golpe de Estado em Honduras. Mais uma veia aberta da América Latina.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u587570.shtml

(...)Nasci num continente
que olhava pro chão.
Mas um dia leu ali
entre ossos calcinados
o verbo de sangue seco
pelo povo derramado.

Leu nos olhos simples
nas águas dos regatos.
No suor vertido em braços
pelo povo explorado.

Leu ali o seu espanto
nas pedras reviradas
nas raízes descobertas
pelo povo rebelado.

Guardou, então, no seu caderno de terra
a gramática revelada
e uma semente em seu olho
que chamou dignidade.

O deus-patrão nos alerta:
"Não olhem nestes olhos
de serpente peçonhenta,
é praga que se alastra
e destrói tua colheita".

"Não olhem nestes olho
que se rebela a harmonia,
é o fim da religião, da casa
e da família."

Mas olhos tão simples,
úmidos de dor e esperança.
São olhos tão brilhantes
como olhos de criança.

São os olhos de Martí,
São os olhos de Sandino,
são os olhos das montanhas
que nos mostram o caminho.

São os olhos de Camilo,
são o olhos de Havana,
é meu olho no teu rosto
que outro olho reclama.

O veneno me tomou
e já posso ler no chão,
onde antes era vergonha
leio agora revolução.

Já vira as fotos do Che morto?
Seus olhos permencem abertos
olhando sereno o céu
do continete onde nasci.

Alturas, depois de Che,
meu povo não teme vê-las,
meu continente hoje leva os olhos
até o briho das estrelas.

(Mauro Iasi)

Saudações socialistas,
Danilo (1º período história-UFS)

Enviado pelo xará
danilo feop

terça-feira, 7 de abril de 2009

Para pensar!


O Analfabeto Político
Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

*****

para os que virão


Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.

Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.

Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.

Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.

Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se

- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa
do plural.

Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.

É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.

Se trata de ir ao encontro.
( Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros. )
Se trata de abrir o rumo.

Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.

Tiago de Mello

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Único Limite é a Nossa Vontade!!

"De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
A certeza de que é preciso continuar,
E a certeza de que seremos interrompidos
Antes de terminar...
Portanto, devemos fazer
Da interrupção um caminho novo,
Da queda, um passo de dança,
Do medo, uma escada,
Do sonho, uma ponte,
Da procura, um encontro".

(Fernando Sabino)

PRIVATIZADO - Bertold Brecht


"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."

_____________Um lugar_____________

Marcos Vicente Miranda Santos, Aracaju, 2009.

Pense num lugar que não existam diferenças
Um lugar que não existam raças
Pense num lugar que não existam caças
Um lugar que não existam crenças.

Pense num lugar que não haja ladrões
Um lugar que não haja polícia
Pense num lugar que não haja pobres peões
Um lugar que não haja milícia.

Pense num lugar em que todos somos nós
Um lugar em que você não está sujeito a ninguém
Pense num lugar em que você seja alguém
Um lugar em que todos não estamos sós.

Pense num lugar diferente deste meu
Um lugar igual a esse mundo de lá
Pense num lugar que ela não se esqueceu
Um lugar que quem quiser pode voltar.

Pense num lugar que não haja poder
Um lugar que você possa cantar
Pense num lugar que você deveria conhecer
Um lugar que quem desejar pode ficar.

Pense num lugar em que você siga seu ritmo
Um lugar em que não haja nenhum tipo de dor
Pense num lugar em que só não haja o mito
Um lugar em que só haja o amor.

Pense num lugar onde vivemos
Um lugar que persisti
Pense num lugar que não vemos
Um lugar que não existe.