Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Livro passa a limpo 40 anos de história da música popular brasileira

01/02/2010 09h50
Por Ascom da Faperj

A história das últimas quatro décadas da música popular brasileira, de 1967 a 2007, é tema do livro MPB – A alma do Brasil (ed. Imprinta Express, 2009). Ricamente ilustrada, a obra conta a trajetória de gêneros musicais pioneiros, como a marchinha e o lundu, da formação do samba, passando pela criatividade da bossa nova e pelos talentos revelados nos grandes festivais, além da rebeldia do rock dos anos 1980 – BRock na expressão cunhada por Arthur Dapieve – e de uma análise sobre a produção contemporânea, que explora a contribuição do mangue-bit de Chico Science e do renascimento da Lapa.

Organizada pelo musicólogo Ricardo Cravo Albin, a obra conta com o apoio conjunto da Faperj, da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério de Ciência e Tecnologia (Finep/MCT) e do Ministério das Relações Exteriores, por meio do seu braço acadêmico, a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag/MRE). Cinco autores se revezaram para contar a evolução musical brasileira no livro, que será distribuído gratuitamente para instituições de ensino e cultura.

Cravo Albin apresenta o preâmbulo e a introdução, em que explica o nascimento dos gêneros e a trajetória dos compositores, desde as primeiras manifestações de miscigenação cultural, oferecendo um passeio pelos pagodes nas casas das “tias” e pela época de ouro do rádio, marcada por grandes vozes, como a de Dalva de Oliveira.

- Escrevi uma grande introdução, que sedimenta a história da música popular desde suas raízes, enfatizando a saga do samba, até exatamente o começo dos anos 1960 - diz o presidente do Instituto Cravo Albin (ICCA) e ex-diretor do Museu da Imagem e do Som.

Em seguida, os jornalistas João Máximo, Artur Xexéo, Antônio Carlos Miguel e Luiz Antônio Giron assumem, respectivamente, a função de contextualizar, cada um, uma das quatro décadas apresentadas na obra.

- Sintetizar 40 anos de MPB em um só livro foi uma missão difícil, que exigiu quase dois anos de dedicação a esse projeto. Por isso, convidei críticos musicais do mais alto nível para dividir a tarefa - conta Ricardo.

Dois CDs, com 15 faixas cada, acompanham o livro. Entre as músicas eleitas, estão Andança, apontada como uma canção “emblemática” da época dos festivais, na voz de Beth Carvalho; As rosas não falam, clássico de Cartola; Samba da cabrocha bamba, raridade interpretada por Elizeth Cardoso; Explode Coração, por Maria Bethânia; e O que é o que é?, de Gonzaguinha.

- A ideia foi colocar o som do Brasil dentro do livro. Os discos têm fonogramas escolhidos a dedo, com o melhor da música brasileira nos últimos 40 anos - afirma Cravo Albin.

A pesquisa musical foi guiada pela força de composições decisivas na história da MPB.

- Os compositores são a essência, o corpo: melodia, ritmo e harmonia. Os cantores são os vestidos, os chapéus, a beleza. Apesar de que o papel dos intérpretes é fundamental. Xexéo destaca em seu texto, por exemplo, a cantora Maria Bethânia. Posso destacar aqui muitas outras vozes, como a da pioneira do axé, Daniela Mercury, a de Marisa Monte, que agregou valor à Portela, e de outras estrelas que, infelizmente, encontram hoje menos espaço na indústria, como Inezita Barroso - ressalva.

A edição em papel couché ganhou um ar cosmopolita com uma versão em inglês de todos os textos, apresentada no final.

- A tradução em inglês, uma colaboração do embaixador Jerônimo Moscardo, presidente da Funag, alimentou o livro com a possibilidade de transformá-lo em um trabalho de percepção universal - avalia Cravo Albin, acrescentando que outra contribuição do Itamaraty será a distribuição da obra em visitas oficiais.

- Cinquenta exemplares do livro foram encaminhados para o Palácio do Planalto. Eles serão presentes especialíssimos do presidente Lula aos chefes de Estado - diz.

De acordo com Cravo Albin, o título de MPB – A alma do Brasil foi uma escolha natural diante da importância da música popular brasileira como expressão máxima da identidade nacional.

- A diversidade cultural oriunda da miscigenação brasileira faz da MPB o produto cultural número um de exportação do país. Essas quatro décadas representam a consolidação e a internacionalização da música popular - afirma Ricardo.

Ele destaca ainda a originalidade do carnaval e sua aceitação no exterior.

- O Rio de Janeiro ainda pode se orgulhar em produzir o maior espetáculo do mundo: o desfile das escolas de samba. Esse fenômeno, que é um milagre de organização de massas a partir do canto e da dança no mundo, precisa de pesquisas acadêmicas mais aprofundadas, não apenas culturais, mas sociológicas e antropológicas - assinala.

- Ele mostra um temperamento de solidariedade coletiva do povo que é único.

Localizado na Urca, o Instituto Cravo Albin abriga um acervo musical em permanente atualização de mais de 30 mil peças – entre discos de vinil raros da MPB, de oito, dez e 12 polegadas, duas mil fitas sonoras em rolo, 700 fitas magnéticas em cassete e cerca de mil CDs. Além do acervo fonográfico, o instituto expõe peças de indumentária de personalidades da música popular, tais como os chapéus de Pixinguinha, de Tom Jobim e de Moreira da Silva.


http://www.governo.rj.gov.br/noticias..asp?N=56749
______________
Enviado por Sabrina Feop/RJ
Danilo, feop/se
Sencenne coord. geral

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dom Pedro II no Baixo São Francisco (Sesquicentenário de uma visita)

Dom Pedro II no Baixo São Francisco (Sesquicentenário de uma visita – I)
Jornal da Cidade - Aracaju/SE - 25 de outubro de 2009
Texto: L.F.R. Soutelo (Escritor e historiador)


A viagem e o seu sentido - Neste mês de outubro o calendário histórico de Sergipe assinala o transcurso dos cento e cinquenta anos da visita que o Imperador Dom Pedro II fez ao baixo São Francisco, desde a sua foz até a cachoeira de Paulo Afonso. Esta visita se enquadra numa viagem mais ampla que o Imperador enfrentou entre outubro de 1859 e fevereiro do ano seguinte, indo às províncias da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe e do Espírito Santo.

Desde a década anterior, pessoas ligadas à Família Imperial, como o diplomata Visconde de Porto Seguro e a Princesa de Joinville, irmã do monarca, advogavam a idéia de que era preciso o Imperador viajar, mostrar-se aos súditos. Era uma forma de reforçar os laços que ligavam a sociedade e a monarquia, evitando que o prestígio, ainda reinante, devido à causa do trono, fosse perdido.

Aliás, o próprio Porto Seguro sugeria a Dom Pedro II transferir o parlamento e o governo para Pernambuco por um ano, como uma forma de superar as possíveis diferenças que remanesceram entre os pernambucanos e o governo central em decorrência da Revolução Praieira (1849).

A Dom Pedro II não devia ser desconhecida a importância de sua presença junto aos súditos. Já em 1845, ele colhera pela primeira vez os resultados de viajar pelas províncias do sul: Rio Grande do Sul, logo após a vitória das tropas imperiais em face dos Farroupilhas, Santa Catarina e São Paulo, e mais tarde a algumas cidades e vilas da província do Rio de Janeiro (1847).

E os ganhos não foram apenas no plano político, mas também no campo pessoal. No retorno à Corte, em abril de 1846, o ministro Rechberg, da Áustria, evidenciava a boa impressão causada pelo jovem Imperador de 21 anos incompletos, pois ele “cresceu consideravelmente e ganhou aplomb que parece indicar um caráter firme e decidido” (LYRA, 1977: 147).

Obviamente as viagens imperiais tinham um objetivo político, como vimos, diante da necessidade de que ele “fosse visto por todo canto, prestigiando assim as localidades mais distantes. A presença de d. Pedro II em outras cidades e províncias era mesmo necessária até para que a monarquia se fortalecesse e preservasse a unidade nacional” (SCHWARZ, 1998: 357).

O reforço das ligações entre o monarca e a sociedade local dá-se também com a concessão de
títulos nobiliárquicos, condecorações e outras honrarias.

Finda a viagem imperial, em 1860, Dom Pedro II faria em Sergipe três barões – Itaporanga, Japaratuba e Propriá, trinta e seis comendadores das Ordens de Cristo e da Rosa, trinta oficiais da Ordem da Rosa e quarenta e três cavaleiros da mesma Ordem, além de dois cônegos horários da Capela Imperial.

As observações do Imperador em sua “longa” viagem, de cinco meses, estão nos diários que escreveu.

Estes, de viagem ou não, encontram-se entre os documentos do Arquivo da Casa Imperial. Levados para a França, após o 15 de novembro de 1889, foram organizados no Castelo d´Eu pelo historiador Alberto Rangel. Nos anos trinta, toda a documentação foi doada ao Museu Imperial (exceto algumas cartas de família) pelo Príncipe do Grão Pará, primogênito da Princesa Isabel, embora somente chegasse ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial.

O diário de Sergipe foi publicado pela Revista do Instituto Histórico e Geográfico (no. 26), a Revista de Sergipe (nº 7) e em Sergipe e seus monumentos, de José Anderson do Nascimento, além de estar no original e transcrito num cd editado pelo Museu Imperial. Não constitui na realidade um diário propriamente dito, pois Dom Pedro II nunca o escreveu. São simples notas para futuro aproveitamento.

A viagem à cachoeira de Paulo Afonso, que inclui a passagem pelas cidades e vilas ribeirinhas do São Francisco, está no diário da visita à província da Bahia, esta desenvolvida em três etapas distintas.

Na preparação da viagem, expediram-se ordens para as províncias a serem visitas, dentre elas uma era expressa: não deviam ser realizadas despesas extraordinárias à custa dos governos locais. Dizia o documento “(...) e que como seus habitantes podem querer fazer gastos extraordinários para solenizar tão honrosa visita, S. Exa. previne que conquanto S. M. o Imperador aprecie decididamente todas estas demonstrações, será muito do Imperial agrado, que os donativos com que conjurem concorrer para este fim possam ser aplicados em benefício das localidades que o mesmo Augusto Senhor visitar” (APES G1235 – Ofício do Ministro do Império ao Presidente da Província de Sergipe, datado de 15 de setembro de 1859).

Por sua vez, instado a opinar sobre o roteiro da viagem, o Presidente Manuel da Cunha Galvão opinava que o Imperador podia ir de Salvador a Penedo, de Penedo a Propriá, de Propriá a Traipu, de Traipu a Piranhas, viajando embarcado, e de Piranhas a Paulo Afonso, a cavalo, pelo território alagoano. E colocava que, na volta, o monarca podia pousar em Vila Nova (atual Neópolis), na casa de Bento de Melo Pereira, Barão da Cotinguiba (APES – G1235 – Ofício anteriormente citado).

O Imperador Dom Pedro II que visitaria os seus domínios do norte não é mais o rapazinho de vinte anos que estivera, em 1845, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul. É um homem de trinta e quatro anos, em pleno vigor físico, casado há dezesseis anos, pai de duas filhas, pois os dois herdeiros varões – os Príncipes Dom Afonso e Dom Pedro Afonso, morreram pequenos. Nesta altura da vida, encontrara aquela de quem se pode dizer que foi o amor de sua vida: D. Luísa Margarida Portugal de Barros, futura Condessa de Barral.

Estava à frente do governo há exatos dezenove anos. Enfrentara as revoltas internas no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Minas Gerais e em Pernambuco, além de uma guerra externa, contra Rosas, ditador argentino. Agora o Império, não obstante as suas contradições internas, estava sob a égide da paz. Libertando-se do círculo áulico, do qual Aureliano Coutinho e Paulo Barbosa da Silva eram as mais expressivas figuras, firmara a sua autoridade, exercendo um controle mais estrito sobre o governo, o chamado “poder pessoal”, tão criticado pelos opositores do regime, e a política nacional.


Bibliografia

1.LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II, São Paulo/Belo Horizonte: Editora da Universidade de São Paulo/Editora Itatiaia, 1977.

2.SCHWARZ, Lilia. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos, São Paulo: Companhia das Letras, 1998


Dom Pedro II no Baixo São Francisco (Sesquicentenário de uma visita – II)
Jornal da Cidade - Aracaju/SE - 01 de novembro de 2009
Texto: L.F.R. Soutelo (Escritor e historiador)


Os cerimoniais - Outro ponto a considerar é que as viagens de um chefe de estado, em qualquer quadrante do mundo, não têm caráter privado, mas um cunho oficial, sendo cercada de atos e procedimentos protocolares.

O sentido de estado, de governo e de poder está indissoluvelmente ligado ao de cerimonial. Nas monarquias este sentido é muito mais presente, podendo-se dizer que é intrínseco a elas, na medida em que aproxima a casa reinante e os habitantes do país. No Brasil, o regime monárquico não fugiu à regra, tantos são os símbolos, as cerimônias introduzidas, inicialmente, pela corte portuguesa e, de modo especial, por Dom Pedro I na época da Independência.

Aliás, a própria definição de cerimonial é clara, pois se trata da “sequência introduzida pelo uso e pela vontade das pessoas autorizadas, dos diferentes partes de uma cerimônia política, religiosa, judiciária ou mesmo privada” (Novel Larousse Illustré. In: SPEERS, 1984: 26)

Na monarquia, mesmo nas parlamentares, é o monarca o foco das atenções, o centro de onde partem todos os princípios de protocolo e é ele quem dita as de cerimonial. Na Inglaterra, por exemplo, a definição da precedência parte do monarca, passando pelo seu consorte, pelos filhos homens, pelo Arcebispo de Cantuária, pelo Lorde Grão Chanceler, pelo Arcebispo de York (representantes da coroa). Somente depois vem o Primeiro-Ministro.

A de Dom Pedro II, mesmo no longínquo São Francisco, esses procedimentos estão presentes porque “símbolo vivo do Estado e da nação, o Império termina por encarnar-se em sua pessoa, refletindo em certa medida, a natureza dupla da Constituição, expressa na doutrina do quarto poder, o poder moderador”.

Por esta razão, “o segundo imperador dos brasileiros reapropriava-se das fórmulas tradicionais da realeza européia. Essa limitação não era uma falsa cópia. Ao contrário, fundava-se inteiramente no direito. Prolongada na América graças a esse príncipe, a monarquia reproduziu em sua dimensão mágico-simbólica os mesmos esquemas da Europa. A idéia da realeza como sustentáculo da autoridade e da ordem era muito forte. Por outro lado, a centralização política do Estado imperial favorecia essa imagem centrada na pessoa do monarca representando a nação, ou seja, a nação era vista e sentida através de seu soberano, que focalizava sobre si todos os olhares, atualizando atitudes mentais bem-definidas” (RIBEIRO, 1995:103)

Assim, as viagens do Imperador em qualquer dos quadrantes do país, faziam parte da formação da imagem da monarquia. Quem viajava não era o homem, mas o símbolo do Império. E, por esta razão, elas eram cercadas durante todo o tempo (antes, durante e depois) por cerimônias.

Na véspera da partida para o norte, Dom Pedro II e D. Teresa Cristina receberam os cumprimentos das altas autoridades do governo, de funcionários públicos e pessoas gradas da Corte, seguidos – no dia seguinte – com as despedidas do corpo diplomático, no Arsenal de Marinha. Embarcados os soberanos no vapor “Apa”, este deixou a baía da Guanabara, comboiado pelos navios de guerra “Amazonas”, “Paraense” e “Belmonte”, seguido – até fora da barra – pelo “Paraíba”, “D. Pedro” e o “Concórdia”, da marinha espanhola, com a marujada nas vergas.

Ao “espetáculo se juntavam as salvas das fortalezas, as continências militares e o agitar dos lenços da assistência popular nas amuradas dos cais e alto dos morros” (SODRÉ, AMI: 22)
Na chegada às cidades e vilas visitadas, outras cerimônias tinham lugar: recebimento pelas autoridades locais, entrega da chave da cidade, beijo ao Crucificado, ida à igreja matriz sob o pálio, Te Deum, alocuções, beija-mão, etc. A Guarda Nacional, em alas, as irmandades mais importantes com os seus representantes trazendo a opa correspondente formavam o décor para o cerimonial.

O próprio traje de Dom Pedro era cuidadosamente escolhido e ligava-se à formação da idéia do símbolo da nação. Ao desembarcar em Penedo, ele usava a segunda farda de almirante, constituída de uma “casaca preta com dragonas douradas, calça branca de listras também a ouro, faixa azul sobre o colete branco, contrastando admiravelmente. O peito cintilava de medalhas” (DUARTE, 1975: 43)

Na capital das províncias o traje era o primeiro uniforme de almirante.

Todos estes “cerimoniais” obedeciam a regras estabelecidas, por instrução do Ministério do Império, em cada uma das províncias visitadas, baixadas pelos seus presidentes.

As partidas eram solenizadas e, na chegada à Corte, novas cerimônias repetiam-se.

Isto porque “com d. Pedro II viajavam também os rituais monárquicos e alguns cerimoniais: disposições para a partida do imperador e seu séquito, os programas municipais para a chegada do soberano a diferentes cidades, as recepções grandiloquentes em seu retorno à corte; nestas, os moradores eram instruídos a iluminar a frente de suas casas e orná-las com tapeçarias, ao mesmo tempo em que as ruas, pelas quais passasse o cortejo imperial deveriam ser areadas e juncadas de folhas e flores. Se o cenário variava: o script era o mesmo: precisão e pompa” (SCHWARZ, 1998: 358)

Ao chegar ao Rio de Janeiro, em fevereiro de 1860, Dom Pedro II e D. Teresa Cristina foram recebidos com recepção entusiástica que “nunca mais poderá riscar-se da memória dos Fluminenses”. Navios engalanados, salvas das fortalezas, desembarque no Arsenal de Marinha, na companhia das filhas, que os foram encontrar, cumprimentos do corpo diplomático, cortejo, sob o pálio, até a Capela Imperial, entre alas de soldados, arcos de triunfo, foguetório, recebimento, na entrada do templo, pelo Bispo Capelão-Mor e pelo cabido, Te Deum e iluminação da cidade à noite.


1. DUARTE, Abelardo. Dom Pedro II e D. Teresa Cristina nas Alagoas, Maceió, 1975

2. RIBEIRO, Maria Eurydice de Barros. Os símbolos do poder: cerimônias e imagem do Estado Monárquico no Brasil, Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1995

3. SCHWARZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos, São Paulo: Companhia das Letras, 1998

4. SPEERS, Nelson. Cerimonial para Relações Públicas, São Paulo; Hexágono, 1984

____________
enviado por lucas Passos
danilo feop

terça-feira, 30 de junho de 2009

Divulgação: Revista África e Africanidades/Livraria



Enviado por Luis Carlos pela lista do Conexões UFBA
danilo feop

A Guerra Civil na França (1871) Karl Marx

A Guerra Civil na França
(...)
A Comuna teve de reconhecer, desde o primeiro momento, que a classe operária ao chegar ao poder não pode continuar governando com a velha máquina do Estado; que para não perder de novo a sua dominação recém-conquistada, a classe operária deve, de um lado, abandonar toda a velha máquina repressiva até então utilizada contra ela e, de outro, prevenir-se contra os seus próprios mandatários e funcionários, declarando-os demissíveis, a qualquer tempo e sem exceção. Em que consistia a particularidade característica do Estado até então? Originariamente, por meio da simples divisão do trabalho, a sociedade criou os órgãos especiais destinados a defender os seus interesses comuns. Mas, com o tempo, esses órgãos, a cuja frente figurava o poder estatal, converteram-se, à medida que defendiam os seus próprios interesses específicos, de servidores da sociedade em seus senhores. Isso pode ser visto, por exemplo, não só nas monarquias hereditárias, mas também nas repúblicas democráticas. Não há nenhum país em que os “políticos” formem um setor mais poderoso e mais desligado da nação do que a América do Norte.

Ai, cada um dos dois grandes partidos que se alternam no governo é, por sua vez, governado por pessoas que fazem da política um negócio, que especulam com as cadeiras de deputados nas assembléias legislativas da União e dos diferentes Estados federados, ou que vivem da agitação em favor de seu partido e são retribuídos com cargos quando eles triunfam. É sabido que os norte-americanos se esforçam, há trinta anos, para libertar-se desse jugo, que chegou a ser insuportável, e que, apesar de tudo, se afundam cada vez mais nesse pântano de corrupção. E é precisamente na América do Norte onde melhor podemos ver como avança essa independização do Estado em face da sociedade, da qual originariamente devia ser um simples instrumento. Não existe aqui dinastia, nem nobreza, sem exército permanente — com exceção de alguns soldados que montam guarda contra os índios —, nem burocracia com cargos permanentes ou direitos de aposentadoria. E, entretanto, encontramo-nos na América do Norte com duas grandes quadrilhas de especuladores políticos que alternadamente se apossam do poder estatal e o exploram pelos meios e para os fins mais corruptos; e a nação é impotente diante desses dois grandes consórcios de políticos, seus pretensos servidores mas que, em realidade, a dominam e a saqueiam.

Contra essa transformação do Estado e dos órgãos estatais de servidores da sociedade em seus senhores, inevitável em todos os Estados anteriores, empregou a Comuna dois remédios infalíveis. Em primeiro lugar, preencheu todos os cargos administrativos, judiciais e do magistério através de eleições, mediante o sufrágio universal, concedendo aos eleitores o direito de revogar a qualquer momento o mandato concedido.

Em segundo lugar, todos os funcionários, graduados ou modestos, eram retribuídos como os demais trabalhadores. O salário mais alto pago pela Comuna era de 6 mil francos. Punha-se desse modo uma barreira eficaz ao arrivismo e à caça aos altos empregos, e isso sem falar nos mandatos imperativos dos delegados aos corpos representativos, que a Comuna igualmente introduziu.

No capítulo terceiro de A Guerra Civil descreve-se detalhadamente esse trabalho orientado no sentido de abolir violentamente o velho poder estatal e substitui-lo por outro, novo e verdadeiramente democrático. Contudo, é indispensável examinar aqui brevemente alguns dos aspectos dessa substituição por ser precisamente a Alemanha um país em que a fé supersticiosa no Estado se transplantou do campo filosófico para a consciência comum da burguesia e mesmo de numerosos operários. Segundo a concepção filosófica, o Estado é a “realização da Idéia” ou seja, traduzido em linguagem filosófica, o reino de Deus sobre a terra, o terreno em que se tornam ou devem tomar-se realidade a eterna verdade e a eterna justiça. Surge daí uma veneração supersticiosa do Estado e de tudo o que com ele se relaciona, veneração supersticiosa que se vai implantando na consciência com tanto maior facilidade quando as pessoas se habituam, desde a infância, a pensar que os assuntos e interesses comuns a toda a sociedade não podem ser regulados nem defendidos senão como tem sido feito até então, isto é, por meio do Estado e de seus bem pagos funcionários. E já se crê ter sido dado um passo enormemente audaz ao libertar-se da fé na monarquia hereditária e manifestar entusiasmo pela República democrática. Em realidade, o Estado não é mais do que uma máquina para a opressão de uma classe por outra, tanto na República democrática como sob a monarquia; e, no melhor dos casos, um mal que se transmite hereditariamente ao proletariado triunfante em sua luta pela dominação de classe. Como fez a Comuna, o proletariado vitorioso não pode deixar de amputar imediatamente, na medida do possível, os aspectos mais nocivos desse mal, até que uma futura geração, formada em circunstâncias sociais novas e livres, possa desfazer-se de todo desse velho traste do Estado.

Ultimamente, as palavras “ditadura do proletariado” voltaram a despertar sagrado terror ao filisteu social-democrata. Pois bem, senhores, quereis saber que face tem essa ditadura? Olhai para a Comuna de Paris: eis aí a ditadura do proletariado!

Londres, no vigésimo aniversário da Comuna de Paris, 18 de março de 1891.

Escrito por F. Engels para a edição em separado de A Guerra Civil na França. de K. Marx publicada em Berlim em 1891. Publica-se segundo a edição soviética de 1951, de acordo com o texto do livro. Traduzido do espanhol, em confronto com a tradução francesa (Éditions Sociales, 1946)

Baixe aqui o livro
www.adelinotorres.com/.../Karl%20Marx-A%20guerra%20civil%20na%20Fran%E7a.pdf


danilo feop

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Livro: Enrrico Malatesta - Escritos revolucionários

ERRICO MALATESTA (1853 – 1932)
Errico Malatesta nasceu em 14 de dezembro de 1853 na pequena cidade de Santa Maria de Capua Vetere, na província de Caserta. Seu pai, “um homem de idéias liberais”, segundo Luigi Fabbri, era um rico proprietário de terras.

Aos 14 anos de idade, Malatesta inicia sua atividade política ao protestar contra uma injustiça local, através de carta que envia ao rei Vittorio Emmanuele II, considerada por Fabbri como “insolente e ameaçadora”. As autoridades levaram a sério e ordenaram sua prisão, em 25 de março de 1868. Seu pai conseguiu libertálo recorrendo a amigos. Dois anos mais tarde (1870), segundo angiolini, ele foi novamente preso em Nápoles, por liderar uma manifestação e “suspenso” por um ano da Universidade de Nápoles, onde estudava medicina.

No ano de 1871, Errico adere à Internacional, por influência de Fanelli e Palladino. Ingressa na seção napolitana da Associação Internacional dos Trabalhadores, onde inicia uma nova fase de atividades. Anos mais tarde descreveria a vida de um militante naqueles dias de “entusiasmo”, quando os internacionalistas estavam “sempre dispostos a qualquer sacrifício pela causa e estavam animados pelas mais arrebatadas esperanças”.

“Todos entregavam para a propaganda tudo o que podiam, e também o que não podiam, pois quando o dinheiro escasseava, vendiam tranqüilamente os objetos de suas casas, aceitando com resignação as censuras das respectivas famílias. Pela propaganda esquecíamos o trabalho e os estudos! Enfim, a Revolução estava a ponto de eclodir a qualquer momento, e teria arrumado tudo. Alguns acabavam com freqüência na cadeia, todavia, saíam dali com mais energias do que antes: as perseguições não tinham outro efeito senão consolidar nosso entusiasmo. É verdade que as perseguições daquele momento eram fracas comparadas com as que viriam mais tarde. Naquela época, o regime saído de uma série de revoluções: e as autoridades, rígidas desde o início com os trabalhadores, em particular no campo, mostravam certo respeito pela liberdade na luta política, uma espécie de indisposição parecida com a dos governantes austríacos e a dos Bourbons, que, todavia, se desfez tão rápido quanto se consolidou o regime, e a luta pela independência nacional foi relegada a um segundo plano”.

Nessa época, Malatesta se dedica de corpo e alma à Federação Italiana, e colabora com Carlo Cafiero em L’Ordine e La Campana de Nápoles, tendo abandonado seu curso de medicina.

Em 1872, por ocasião do Congresso de Saint-Imier, conhece Bakunin e participa dos trabalhos da Aliança. Ouçamos a comovente descrição do primeiro encontro de Malatesta com Bakunin, feita pelo primeiro, em 1926, aos 73 anos de idade:

“... e assim fui para a Suíça com Cafiero. Encontrava-me enfermo, cuspia sangue e tinha em mente a idéia de que estava tuberculoso... Enquanto atravessava à noite o Gotardo (naquela época ainda não havia o túnel, sendo necessário atravessar a montanha coberta de neve em diligência) resfriei-me e cheguei à casa de Zurique, onde vivia Bakunin, tiritando de febre.

“Depois das primeiras saudações, Bakunin me preparou uma cama e me convidou – ou melhor, me forçou – a deitar-me, cobriu-me com todos os cobertores que pôde encontrar e insistiu para que eu descansasse e dormisse. Tudo isso com um cuidado e uma ternura maternal que me chegaram diretos ao coração.

“Quando me encontrava envolto nos cobertores e todos pensavam que eu dormia, ouvi Bakunin dizer coisas admiráveis sobre mim e comentava melancolicamente: “É uma pena que tenha ficado tão enfermo, em breve o perderemos; não lhe restam sequer seis meses!”

Entre as influências que determinaram o desenvolvimento de Malatesta, a de Bakunin foi a mais importante. Errico se refere a ele como: “O grande revolucionário, aquele a quem todos nós vemos como nosso pai espiritual”. Sua maior qualidade era a capacidade de “comunicar fé, desejo de ação e sacrifício a todos aqueles que tinham a oportunidade de encontrá-lo. Costumava dizer que era preciso ter o diabo no corpo, e sem dúvida o tinha em seu corpo e sua mente”.

Em 1873, Malatesta passa sem motivo seis meses na prisão em Trani, e atrai a simpatia do diretor pelo interesse de suas discussões. No ano seguinte eclodem os movimentos insurrecionais preparados por Bakunin e Cafiero. A polícia, advertida, faz fracassar esses movimentos. Malatesta se encontra em Pouilles, foge numa carroça de feno, mas é reconhecido, preso e novamente encarcerado na prisão de Trani. No processo, em 1875, a propaganda pela Internacional não cessa e ele é absolvido. Junta-se então a Bakunin e Cafiero na Suíça. Nesse mesmo ano, 1875, apesar dos conselhos de Bakunin, parte para a Hungria a fim de participar da insurreição de Herzegovina contra os turcos. É preso e entregue à polícia italiana.

Em 1877, Malatesta e Cafiero preparam o movimento “o bando de Benevento”. Angariam dinheiro, encontram-se com Kropotkin, sem resultado. Finalmente Cafiero vendo o que lhe restava de bens. Esse movimento tinha um valor de exemplo. O revolucionário russo, Sergei Stepniak, dele participou. Apesar da ação da polícia, Cafiero, Stepniak e Malatesta, assim como uns trinta internacionalistas, armados, bandeira vermelha à frente, tomaram a vida de Lentino. Foram distribuídas armas à população, os documentos oficiais queimados. Em seguida, foram a Gallo. Em todos os lugares faziam discursos, a população escutava, mas não participava. O exército interveio, a situação era desesperadora, Malatesta e Cafiero, ainda que sabendo como fugir permaneceram in loco e foram presos. A aventura durou doze dias, um policial foi morto, um outro foi ferido.

No processo, todos declararam ter disparado contra os policiais, mas o júri os absolveu.

Malatesta volta a Nápoles em 1878 e é constantemente vigiado pela polícia. Gasta sua herança em propaganda. Parte por um tempo para o Egito. Lá, o cônsul italiano o expulsa para Beirute, o de Beirute o envia para Esmirna. A bordo de um navio francês, torna-se amigo do capitão, que o conserva no navio até a Itália. Em Livorno, a polícia quer prendê-lo, mas o capitão se recusa a entregá-lo. Finalmente, Malatesta desce para Marselha e, dali, vai para Genebra onde ajuda Kropotkin a publicar Le Revolté. Expulso, dirige-se à Romênia, em seguida, à França (1879). De novo expulso, vai para a Bélgica, depois para Londres. Fixa-se, enfim, em Londres, onde trabalha como vendedor de sorvetes e de bombons antes de abrir uma nova oficina mecânica.

Empreende várias viagens clandestinas à França, Bélgica, Espanha, Itália. Incógnito na Itália polemiza com Merlino em L’Agitazione, em conseqüência da passagem deste ao parlamentarismo. Graças a isso Merlino não é seguido por quase nenhum anarquista italiano. Malatesta ataca os individualistas e os marxistas, o esponteneísmo de Kropotkin, insiste “sobre a necessidade de organizar o anarquismo em partido e propaga, pela primeira vez na Itália, o método sindical e a ação direta operária”. O jornal era apreciado mesmo por seus adversários. Preso de novo por agitações sociais é enviado para a prisão da ilha de Nistica, depois para a de Lampedusa. Foge com dois camaradas em 1899, alcança Malta, Londres, em seguida Paterson nos Estados Unidos. Lá, dá continuidade à publicação do jornal La Questione Sociale. Profere conferências, redige Il nostro programma, vai a Cuba e retorna a Londres (1900). Retoma sua oficina mecânica (e de eletricidade) no bairro de Islingston. Publica vários jornais: L’Internazionale, Lo Schiopero Generale, etc. Participa do Congresso Internacional de Amsterdã, em 1907, onde se opõe a Monatte sobre a questão sindicalista.

Em 1913, vai à Itália, encontra-se com Mussolini, diretor do jornal Avanti (jornal operário mais importante). Acalma as querelas pessoais entre os anarquistas, entra em contato com as outras organizações revolucionárias, faz conferências, encoraja os sindicalistas (1914).

Em Ancona, durante as manifestações antimilitaristas das quais participava Malatesta, a polícia dispara, o povo se apodera da cidade. Os sindicatos decretam a greve geral. É a “semana vermelha”. Porém, o exército intervém. Mussolini apóia o movimento em palavra, mas nada faz. Malatesta foge não sem declarar: “Continuaremos a preparar a revolução libertadora que deverá assegurar a todos a justiça, a liberdade e o bem-estar”.

Volta uma vez mais para Londres onde critica, entre outros, Kropotkin, por ter se manifestado a favor da guerra. Em 1919, regressa uma vez mais à Itália, onde é recebido em Gênova por uma multidão. Inicia uma série de conferências sobre a necessidade da revolução. O jornal tradicional italiano Corriere de la Sera, a 20 de janeiro de 1920, retrata-o como se segue: O anarquista Malatesta é hoje uma das maiores personagens da vida italiana. As multidões das cidades correm a seu encontro, e só não lhe entregam as chaves das portas, como era o costume
outrora, unicamente porque não há mais chaves nas portas.

Inicia, então, negociações com os socialistas para fazer a revolução. A polícia tenta provocar desordens e assassina-lo. Apesar dos obstáculos legais, Umanità Nova, jornal de Malatesta, tem uma tiragem inicial de 50.000 exemplares. Impulsiona a União Sindicalista Italiana (U.S.I.) de influência anarquista.

Em 1920, em Ancona, eclode uma insurreição e as fábricas são ocupadas. Mas, o movimento é traído pela atitude dos social-democratas da C.G.T. que devolvem as fábricas.

Após um encontro anarquista na cidade de Bolonha, em que Malatesta toma a palavra, eclodem incidentes, há vítimas e feridos do lado dos operários e da polícia. Malatesta e equipe do Umanità Nova são presos. Os protestos se multiplicam, ocorrem atentados fascistas.

O fascismo, financiado pela burguesia, ajudado pelo governo, avança. Em contrapartida, Malatesta favorece a formação dos grupos armados.

Em julho de 1922, a greve geral é proclamada pela Aliança do Trabalho (união de diversos sindicatos sobre o impulso de Malatesta), mas o fascismo a dizima pela força. Em seguida, em outubro, acontece a “marcha sobre Roma”, e a sobre a praça Cavour os fascistas queimam um retrato de Malatesta. Umanitá Nova é proibido. Malatesta, aos sessenta e nove anos, retoma sua profissão de eletricista. A polícia o vigia em todos os seus movimentos.

Em 1924, surge Pensiero e Volontà. O fascismo, em seu começo, permite a liberdade de imprensa, mas a censura se faz cada vez mais severa até a proibição da revista em 1926. A oficina de malatesta é destruída pelos fascistas. É obrigado a sobreviver da ajuda dos camaradas, assim como sua companheira, Elena Mulli e a filha desta última, Gemma.

Sua saúde se debilita. Ele consegue enviar artigos para Le Réveil de Genebra e L’Adunata Del Refratari de Nova Iorque. Os ataques brônquiopulmonares se sucedem. Malatesta morre em 22 de julho de 1932.

Apud. Vernon Richards – Malatesta, Vida e Idéias e Artigos Políticos.

Acesse aqui o livro completo
http://www.culturabrasil.pro.br/zip/malatesta.pdf.
____
danilo feop

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A propriedade é um roubo e outros escritos anarquistas

Esse livro não é muito bom. Não para quem procura a essência do anarquismo. O próprio texto principal, a propriedade é um roubo, não é direto. Esse livro é uma coletânea de fragmentos de textos. É bom para quem busca outros textos, ou seja, para quem já está introduzido na literatura anarquista.

De toda forma, vale a pena ler. Este livro tem na Escariz e se não me engano custa R$ 12,00.


Danilo feop

Livro: O Paraíso Destruído

Outro dia encontrei o colega Thiago "doido" e ele me indicou a leirura deste livro, O Paraíso Destruído, de Frei Bartolomè de las Casas. Ele havia me avisado que o livro é forte, com descrições sobre as brutalidade cometidas pelos espanhós na América. E realmente o livro é bem intenso no seu propósito: defesa dos povos indígenas que estavam sendo massacrados pelos espanhóis na América. O subtítulo não deixa dúvidas: A sangrenta história da conquista da América.


Quem quiser adquirir custa R$ 13,00 na Escariz.

No segundo semestre irei trabalhar a conquista da América com as/os alunas/os do 7º ano e passarei para elas/es as primeiras páginas deste livro. É simples a linguagem e retrata muito bem esse lado do que foi a conquista da América.
danilo feop